Curriculum Development Guidelines: new ICT Curricula for the 21st century
A CEE patrocinou a criação de um consórcio, o career‑space, constituído por 11 grandes empresas europeias, a operar no sector das TIC (BT, Cisco Systems, IBM Europe, Intel, Microsoft Europe, Nokia, Nortel Networks, Philips Semiconductors, Siemens AG, Telefonica S.A., Thales) com o intuito de estabelecer um conjunto de linhas orientadoras para apoio (aconselhamento) às instituições do ensino superior europeu, na construção de novos cursos que venham dar resposta às necessidades de formação actuais, na área das TIC. Em seguida, transcrevem-se algumas das conclusões contidas no documento final, elaborado pelo referido consórcio:
Ou seja, o documento do career-space, subscrito pelas principais empresas europeias da área das TIC, vem estimular as instituições de ensino superior a criarem novas formações de engenharia nessa área, substancialmente diferentes das que são tradicionalmente oferecidas, dizendo que a revolução digital que vivemos necessita que formemos profissionais de engenharia com valências multi-disciplinares, cruzando temas normalmente associados à área da Engenharia Electrónica e Telecomunicações (por exemplo, dispositivos físicos, processamento de sinais, controlo) com temas clássicos da Engenharia Informática (por exemplo, algoritmia, bases de dados, inteligência artificial).
O mesmo documento identifica os perfis profissionais que a Europa necessita para se tornar mais competitiva, mas que estão actualmente deficientemente cobertos (ou não são mesmo considerados) pelos cursos tradicionais. Como se pode constatar pela análise da figura anexa, o career-space considera exactamente os perfis profissionais ligados às áreas das redes e da multimédia como fazendo parte do “middle ground”, recomendando a urgência da criação de cursos que dêem resposta às necessidades de formação compatível com estes perfis profissionais (através da combinação de tópicos tradicionalmente leccionados na Engenharia Electrónica e Telecomunicações com tópicos, normalmente considerados património da Engenharia Informática).
