Curriculum Development Guidelines: new ICT Curricula for the 21st century

A CEE patrocinou a criação de um consórcio, o career‑space, constituído por 11 grandes empresas europeias, a operar no sector das TIC (BT, Cisco Systems, IBM Europe, Intel, Microsoft Europe, Nokia, Nortel Networks, Philips Semiconductors, Siemens AG, Telefonica S.A., Thales) com o intuito de estabelecer um conjunto de linhas orientadoras para apoio (aconselhamento) às instituições do ensino superior europeu, na construção de novos cursos que venham dar resposta às necessidades de formação actuais, na área das TIC. Em seguida, transcrevem-se algumas das conclusões contidas no documento final, elaborado pelo referido consórcio:

  1. “The development of the ICT industry is not just an evolution of past practices, with new activities being absorbed into existing structures and ways of working. A subtle and fundamental change is under way: a revolution towards the information and communication society which will be as significant as the industrial revolution was one and a half centuries ago”.
  2. “The Career-Space consortium would urge universities who see themselves as endeavouring to meet the needs of the ICT industry to create and develop new curricula which contain elements from electrical engineering, elements from informatics, and a significant focus on the teaching, training and practising of behavioural and business skills”
  3.  “Traditional engineering programmes are still needed, as are the traditional informatics programmes but they do not adequately cover the whole range or the middle ground, this is why the new ICT curricula are needed”.

Ou seja, o documento do career-space, subscrito pelas principais empresas europeias da área das TIC, vem estimular as instituições de ensino superior a criarem novas formações de engenharia nessa área, substancialmente diferentes das que são tradicionalmente oferecidas, dizendo que a revolução digital que vivemos necessita que formemos profissionais de engenharia com valências multi-disciplinares, cruzando temas normalmente associados à área da Engenharia Electrónica e Telecomunicações (por exemplo, dispositivos físicos, processamento de sinais, controlo) com temas clássicos da Engenharia Informática (por exemplo, algoritmia, bases de dados, inteligência artificial).
O mesmo documento identifica os perfis profissionais que a Europa necessita para se tornar mais competitiva, mas que estão actualmente deficientemente cobertos (ou não são mesmo considerados) pelos cursos tradicionais. Como se pode constatar pela análise da figura anexa, o career-space considera exactamente os perfis profissionais ligados às áreas das redes e da multimédia como fazendo parte do “middle ground”, recomendando a urgência da criação de cursos que dêem resposta às necessidades de formação compatível com estes perfis profissionais (através da combinação de tópicos tradicionalmente leccionados na Engenharia Electrónica e Telecomunicações com tópicos, normalmente considerados património da Engenharia Informática).